Mulher bonita e na moda é mulher consciente dos seus direitos, deveres e cidadania. Vejam a reportagem abaixo.... muito importante!
A Zara está no topo das discussões do Twitter e também virou destaque no Facebook, por conta de recente operação do Ministério do Trabalho, que encontrou trabalho escravo na cadeia produtiva da marca. Oficinas subcontratadas da mantinham 15 pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, em condição análoga a escravidão em plena capital paulista. Segundo reportagem publicada no site da ONG Repórter Brasil, por três vezes, equipes de fiscalização trabalhista flagraram funcionários estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão, produzindo peças de roupa da badalada marca internacional Zara, do grupo espanhol Inditex.
As 15 pessoas foram libertadas de duas oficinas - uma localizada no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte. Para sair da oficina que também era moradia, os trabalhadores precisavam pedir autorização.
A investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) - que culminou na inspeção realizada no final de junho, iniciou-se a partir de uma outra fiscalização realizada em Americana (SP), no interior, ainda em maio. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes; parte do grupo costurava calças da Zara.
O quadro encontrado pelos agentes do poder público, e acompanhado pela ONG Repórter Brasil, incluía contratações ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade (seja pela cobrança e desconto irregular de dívidas dos salários, o truck system, seja pela proibição de deixar o local de trabalho sem prévia autorização). A operação foi exibida também no programa A Liga, da TV Bandeirantes, na noite desta terça-feira.

Em uma das oficinas vistoriadas, foram encontradas seis pessoas, entre elas uma adolescente de 14 anos, em condições descritas como de trabalho escravo. No momento da fiscalização, informa a agência, os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara. Para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 por peça costurada. Em 27 de junho, dia seguinte ao da ação, a reportagem foi até uma loja da Zara em São Paulo e encontrou uma blusa semelhante, fabricada originalmente na Espanha, sendo vendida por R$ 139.
As vítimas libertadas pela fiscalização foram aliciadas na Bolívia e no Peru, país de origem de apenas uma das costureiras encontradas. Em busca de melhores condições de vida, deixam os seus países em busca do "sonho brasileiro". Quando chegam aqui, geralmente têm que trabalhar inicialmente por meses, em longas jornadas, apenas para quitar os valores referentes ao custo de transporte para o Brasil.
Reflitam!